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"Cavaleiros do Vale" é um vídeo de História e Tradição, uma série de animações especiais incluídas no Blu-ray da sexta temporada de Game of Thrones. É narrado por Aidan Gillen como Lorde Petyr Baelish.

Sinopse

Petyr Baelish relata a história de como os cavaleiros do Vale conquistaram seu lar e o mantiveram ao longo dos tempos.

Narração

Petyr Baelish: Nenhum exército dos Sete Reinos se equipara ao orgulho e bravura dos cavaleiros do Vale. Afinal, eles foram os primeiros cavaleiros de verdade em Westeros. Os cavaleiros do Vale eram, originalmente, os cavaleiros de Ândalos, uma nação oriental cujo povo invadiu Westeros há milhares de anos. Do mar, o Vale parecia um novo lar ideal para os ândalos. Um grande vale fértil isolado do resto de Westeros e de seus reinos por uma grande cordilheira. Além disso, os Primeiros Homens que o detinham eram esparsos e divididos, e iam à batalha com machados e armaduras de bronze que não se comparavam aos cavalos e aço dos ândalos. Mas o que os Primeiros Homens não tinham em armamento, eles compensavam em ferocidade. Finalmente unindo-se ao Rei Robar Royce, os Primeiros Homens esmagaram os ândalos batalha após batalha, reconquistando o Vale e devolvendo os invasores para o mar de onde vieram. Aprendendo com os Primeiros Homens, os ândalos remanescentes uniram-se a um líder próprio. Não um rei ou um senhor, mas um cavaleiro que havia nascido no Vale e o conhecia tão bem quanto os Primeiros Homens: Sor Artys Arryn, conhecido como Cavaleiro Falcão.

Os exércitos dos Primeiros Homens e dos ândalos se encontraram debaixo da Lança do Gigante para decidir o destino do Vale. Sor Artys tinha muito mais cavaleiros montados que os Primeiros Homens, que preferiam lutar a pé. Mas os Primeiros Homens tinham tomado o terreno elevado, cavando trincheiras diante de suas tropas e enfileirando estacas afiadas sujas de vísceras e excrementos. Seis vezes os cavaleiros ândalos atacaram e seis vezes os Primeiros Homens os repeliram. Mas na sétima, um temível guerreiro ândalo atravessou as linhas inimigas dos Primeiros Homens e os ândalos correram pela abertura. Se o Rei Robar tivesse sido mais sábio, teria recuado e poupado seu exército para outro dia. Por outro lado, porém, se ele tivesse ao menos sido sábio, jamais teria arriscado seu exército de soldados de infantaria contra cavaleiros montados em primeiro lugar.

Quando o Rei Robar viu o elmo de falcão de Sor Artys do outro lado do campo, ele apostou que os ândalos debandariam se perdessem seu líder e cavalgou com fúria até o Cavaleiro Falcão. Os cantores pintam uma imagem bonita da batalha: o rei em uma reluzente armadura de bronze, o cavaleiro em aço prateado. Mas o duelo durou menos que um verso das canções, pois o Rei Robar tinha tomado uma espada valiriana de um senhor ândalo morto e partiu o elmo de Sor Artys como as asas de um pássaro em voo. Enquanto o Cavaleiro Falcão desabava no chão, o Rei Robar pensou que tinha ganho sua aposta desesperada.

Então ele ouviu trombetas soando por trás. Ao se virar, viu mais quinhentos cavaleiros ândalos descendo a Lança do Gigante, e o homem que os comandava era também aquele aos seus pés. Pois Sor Artys, único naquela época, ou em qualquer época, estimava mais a astúcia do que a força marcial, e vestira um de seus cavaleiros com uma armadura parecida com a sua, deixando-o para morrer pelas mãos de Robar enquanto Sor Artys comandava os melhores cavaleiros para subir a montanha por um caminho de cabra que conhecia da infância. O ataque dos cavaleiros ândalos destruiu o último grande exército dos Primeiros Homens, que nunca mais ameaçariam os novos cavaleiros do Vale. Alguns dos derrotados chegaram a juntar-se aos inimigos nos anos seguintes, mas a maioria fugiu para as montanhas, preferindo a selvageria à submissão.

Desde então, os cavaleiros do Vale desfrutaram de uma posição exclusiva em Westeros. Poderiam sair do Vale à vontade, sabendo que, se uma batalha começasse, poderiam recuar pelo Portão Sangrento, por onde nenhum exército poderia segui-los. Até que os dragões mudaram o jogo. Quando Aegon, o Conquistador, chegou a Westeros, a rainha regente do Vale fechou o Portão Sangrento contra os Targaryen e amontoou os cavaleiros do Vale atrás dele para bloqueá-lo. Mas Visenya voou com seu dragão a uma sacada do Ninho da Águia, onde o rei garoto estava brincando, e lhe deu um passeio ao redor do castelo em troca da submissão de sua mãe.

Com a Conquista, os cavaleiros do Vale não poderiam mais esconder-se atrás de suas montanhas, e logo descobriram que sequer precisavam. Por milhares de anos, os outros reinos tinham guerreado e negociado para equilibrar seus poderes, enquanto o Vale permaneceu independente. Nenhum deles percebeu o poder que o Vale tinha ao seu alcance até Jon Arryn desafiar o Trono de Ferro, recusando render Ned Stark e Robert Baratheon ao Rei Louco. O Norte, as Terras Fluviais e as Terras da Tempestade não poderiam ter derrotado os outros três reinos sozinhos, mas os cavaleiros do Vale estavam ao lado deles. Agora, o Norte está congelando, as Terras Fluviais estão queimadas, as Terras da Tempestade estão esgotadas, Dorne está distante, as Terras Ocidentais estão arruinadas e a Campina está paralisada. De todos os grandes exércitos em Westeros, somente os cavaleiros do Vale ainda não sofreram exaustão ou derrota. O Portão Sangrento está se abrindo novamente para Westeros, e através dele passa oportunidade.

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