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"Braavos" faz parte de História e Tradição, uma série de animações especiais incluídas no Blu-ray da 5ª Temporada de Game of Thrones. É narrado por Mark Gatiss como Tycho Nestoris.

Sinopse

Tycho Nestoris explica a história por trás da bela cidade de Braavos, desde o Titã que habita no porto até os mundialmente conhecidos espadachins da cidade, os bravos.

Narração

Tycho Nestoris: A maioria das cidades é construída com pedras. Braavos foi construída com navios; ou, mais especificamente, com sua carga. Escravos que se rebelaram contra seus captores valirianos e assumiram o leme do comboio. Entre todos os crimes, Valíria punia rebelião mais severamente. Os escravos não enfrentavam a execução, mas as minas valirianas ou campos de trabalho forçado nas colônias mais remotas e selvagens, caso fossem recapturados. E poucos cantos do mundo conseguem permanecer escondidos de dragões.

No entanto, nossa história afirma que um grupo de escravas profetizaram que os escravos encontrariam abrigo em uma lagoa distante, atrás de uma muralha de colinas revestidas de pinheiros e pedras do mar, onde as neblinas frequentes ajudariam a esconder os refugiados dos olhos dos montadores de dragões que passassem acima. E assim aconteceu. Uma vez que arriscaram suas vidas em nome da liberdade, as mães e pais da nova cidade juraram que nenhum homem, mulher ou criança de Braavos seria escravo. Essa é a primeira lei de Braavos, gravada em pedra sobre o arco que se estende pelo Longo Canal.

Por mais de cem anos, Braavos se escondeu dos olhos do mundo, que a chamava de Cidade Secreta. Usando uma tinta derivada de um caracol local, nossos capitães tingiam suas velas de roxo para esconder seus navios valirianos roubados. Nossos comerciantes carregavam mapas falsos e mentiam quando questionados sobre seu porto de origem. Eventualmente, um Senhor do Mar, nosso governante eleito, decidiu que já havia passado tempo o suficiente e iniciou o desmascaramento de Braavos para o mundo e para Valíria. É claro, a restituição considerável que o Banco de Ferro fez aos senhores de dragões pelos navios roubados ajudou, enquanto, claro, recusaram pagar o preço dos escravos.

O aniversário do desmascaramento é celebrado a cada ano em Braavos, com dez dias de festa e folia mascarada, um festival como nenhum outro no mundo conhecido, culminando à meia-noite do décimo dia, quando o Titã ruge e dezenas de milhares de celebrantes removem suas máscaras ao mesmo tempo.

Livre das restrições do segredo, Braavos rapidamente cresceu como a mais rica e poderosa das Cidades Livres, e, pode-se dizer, a mais bela. Do extenso Palácio do Senhor do Mar, com seu zoológico de animais e pássaros estranhos, até o imponente Palácio da Justiça e o aqueduto chamado de Rio de Água Doce que traz água doce do continente, Braavos é incomparável, tanto na engenharia como na elegância.

Os templos de Braavos também são conhecidos por todo o mundo e maravilhosos de se contemplar. Descendentes de centenas povos diferentes, os braavosi veneram centenas de deuses diferentes. O Templo das Cantoras da Lua é o primeiro desses, sendo a fé das escravas cujas profecias trouxeram nossos ancestrais para cá. O Senhor da Luz também possui um grande templo, pois há cada vez mais de seus adoradores nos últimos cem anos. Contudo, fés menos numerosas e algumas até esquecidas ainda têm templos no coração da cidade, na Ilha dos Deuses.

Mas a beleza de Braavos não está apenas em suas construções. O manejo de espadas de Braavos é renomado pelo mundo inteiro. Nossos bravos evitam as armaduras e espadas dos cavaleiros westerosi, preferindo a velocidade, agilidade e lâminas esguias. Os maiores bravos se chamam de dançarinos da água por conta do costume de duelar no Tanque da Lua, próximo ao Palácio do Senhor do Mar. Pela tradição, o maior de todos os bravos é a primeira espada, que comanda a guarda pessoal do Senhor do Mar e protege sua pessoa em todos os eventos públicos. Uma vez escolhidos, os Senhores do Mar servem pela vida. Inevitavelmente, sempre há aqueles que querem encurtar essa vida para efetuar alguma mudança política.

Porém, nem mesmo as primeiras espadas são os verdadeiros guardiões de Braavos. Essa honra pertence ao Titã que protege a entrada do porto. Com sua cabeça orgulhosa e olhos flamejantes a cerca de quatrocentos pés acima do mar, o Titã é uma fortaleza de um tipo nunca visto antes nem depois. Seus olhos são imensos faróis de fogo iluminando o caminho para navios que retornam ao lago. Dentro de seu corpo de bronze estão salões e câmaras, balesteiros e seteiras. Navios inimigos podem ser guiados às rochas pelos vigias dentro do Titã. E pedras e vasos com piche em chamas podem ser jogadas nos conveses de qualquer um que tente passar pelas pernas do Titã sem permissão. No entanto, isso raramente foi necessário. Desde o Século de Sangue, nenhum inimigo foi tão imprudente a ponto de provocar a ira do Titã.

Caso um inimigo conseguisse entrar no lago, porém, ele se depararia com as muralhas de Braavos. Novamente, não de pedras, como em outras cidades, mas de navios. O Arsenal de Braavos pode construir uma de nossas famosas galés de casco roxo em um único dia. Todos os navios são construídos seguindo o mesmo modelo, para que muitas partes possam ser preparadas com antecedência, e construtores de barcos habilidosos trabalham em diferentes seções dos navios ao mesmo tempo para acelerar a mão-de-obra. Organizar tamanho feito da engenharia não tem precedentes. Basta olhar a construção ruidosa e confusa dos estaleiros ao redor do mundo para saber essa verdade.

Vamos imaginar que mesmo o Arsenal, em sua grandeza, nos deixasse na mão. Um inimigo que pudesse derrotar tanto o Titã como nossas frotas seria realmente forte. Mas Braavos não depende apenas de estátuas e navios. Também temos ferro e ouro.

Notas

  • O Senhor do Mar de Braavos é retratado com um gato em seu colo, o que pode ser uma referência sutil a algo que Syrio Forel disse a Arya Stark nos romances. Quando o Senhor do Mar precisou selecionar uma nova primeira espada, ele fez uma audição com muitos candidatos potenciais e perguntou-lhes o que viam em seu colo. Assumindo que era algum tipo de metáfora poética, todos eles deram varias respostas figurativas. Quando chegou a vez de Syrio, porém, ele francamente disse que só via um gato; exatamente a resposta que o Senhor do Mar esperava, e com isso Syrio foi nomeado a nova primeira espada. Além disso, o Senhor do Mar perguntou que tipo de animal maravilhoso "ela" era, mas Syrio ressaltou que era claramente um macho. A moral da história, Syrio disse a Arya, é que deve-se se deve confiar nos sentidos primeiro e na mente depois: enxergar através de todas as simulações de combate e charadas políticas e se concentrar no que está realmente lá.
  • O vídeo menciona que os escravos que se rebelaram contra seus mestres não foram diretamente executados, mas trabalharam até a morte ao serem levados às "minas valirianas ou campos de trabalho forçado nas colônias mais remotas e selvagens, caso fossem recapturados". O destino das frotas de transporte dos escravos era, de fato, os postos e campos de trabalho valirianos na costa de Sothoryos, bases tênues na floresta que enfrentavam doenças tropicais e animais selvagens. Ser enviado até lá era considerado uma sentença de morte até mesmo para os guardas, mais ainda para os trabalhadores escravos.
  • Em uma descrição similar, os livros também mencionam de passagem que os templos do Senhor da Luz se tornaram muito mais numerosos nas Cidades Livres no último século ou mais, por razões não especificadas (pouco foi revelado a respeito da história dessa religião).

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